Descobri no blog de um amigo um vídeo e depois outro de um apoiante do Barak Obama que me deu a sensação de estar a ver uma transmissão em directo do futuro... Não é só a capacidade de expressão e o conhecimento que passam no primeiro vídeo, é a consciência que ele demonstra da sua própria capacidade de "não estar a dormir" e de poder "recuperar o microfone", ter uma palavra a dizer no seu destino e no do mundo. Ele chama-se Derek, é imigrante naturalizado nos EUA, e diz com uma clareza lapidar que não precisa de esperar pela MTV ou pela CNN para ser ouvido. E tem razão! Apesar de muitos políticos ainda não terem percebido, o tempo dos mass media acabou e vão aparecer cada vez mais "Dereks" capazes de se fazer ouvir. É essa a beleza da "web 2.0"...
Aqui está o segundo vídeo e o que mais me impressionou:
Este é o primeiro vídeo, aquele que surpreendeu toda a gente:
E pronto... Com apoiantes destes, não há forma de resistir ao entusiasmo por Barak Obama, com tudo o que ele representa de esperança para o futuro da humanidade. Esperança que a política pode ser maior do que os lobbies e os interesses instalados, que a política pode dar voz quando há muita gente que tem a mesma coisa a dizer. Essas primárias ele já ganhou. Espero que não perca as outras na secretaria...
Thursday, February 14, 2008
Wednesday, February 6, 2008
O admirável novo "wiki-mundo"
Até agora, a colaboração estava restrita ao horizonte físico, uma limitação intransponível excepto em momento raros de mobilização como revoluções ou protestos em massa. A Internet removeu essas barreiras, permitindo a colaboração livre à escala global. O desenvolvimento do sistema operativo Linux e de tanto outros programas criados como open source demonstrou que, mesmo em tarefa tão complexas, a colaboração aberta resulta. Essa colaboração alimenta-se da liberdade para publicar, seja através de um blog ou criando um alterando um artigo da Wikipedia, pois transforma-se na liberdade para colaborar, participar e ser ouvido.
Esta mudança de paradigma (da construção planificada por comando central para a construção colaborativa emergente) faz-se sentir nas empresas, em primeiro lugar, alterando as regras de jogo da inovação. Qualquer empresa procura fazer alguma coisa de forma diferente para ganhar uma vantagem competitiva sobre os seus concorrentes que aumente o seus lucros. A forma convencional de fazer isto é confiando na investigação, geralmente realizada em laboratórios e baseada no maior secretismo quanto ao que se está a preparar. A Procter&Gamble, por exemplo, resolveu quebrar essas regras e abrir a sua investigação e desenvolvimento aos contributos de milhares de voluntários que, por um prémio, estão dispostos a contribuir com as suas capacidades. Os exemplos multiplicam-se nas mais diversas indústrias, do sector mineiro à televisão, mostrando que há novas oportunidades de criar valor para quem souber aproveitar estas novas possibilidades.
O termo Wikinomics é assim uma metáfora que vai muito para além da origem do termo wiki, permitir que qualquer pessoa edite o site que está a ver. A Wikieconomia é uma metáfora para um novo mundo de participação e colaboração a uma escala sem precedentes.
Tuesday, January 22, 2008
A crise financeira está finalmente explicada!
Num dia como hoje, é preciso manter noção da realidade. Afinal que crise é esta? O humor britânico explica... Primeiro, descreve melhor do que qualquer economista o que é realmente a volatilidade dos mercados e a crise do crédito "sub-prime" nos Estados Unidos. Depois das gargalhadas, deixa-nos a pensar com a clareza cortante da última frase... "Não somos nós quem vai sofrer mas sim o seu fundo de pensões!"
Friday, December 28, 2007
Há bolha ou não há bolha?
Descobri este vídeo através do Digital do Público. Com polémica por causa dos direitos de autor ou sem ela, a verdade é que está muito bem apanhado! Web 2.0, planos de negócio baseados no efeito de rede, oferecer o serviço principal e cobrar pequenos serviços para viabilizar o negócio... Onde é que eu já ouvi isto? Terá sido só há 7 anos? :)
Sunday, December 9, 2007
A beleza da física
Vale a pena ouvir o físico Murray Gell-Mann, autor do Quark e o Jaguar, na última talk do TED. É impressionante ver como ele mostra que a beleza é essencial, mesmo nos domínios insondáveis da física de partículas e da matemática mais avançada. Será que uma equação, por ser tão "bela", tem mesmo de ser verdadeira? Será essa "beleza" o sinal de "algo mais"? Até a isso Gell-Mann responde no fim da conversa...
Friday, December 7, 2007
É este o livro do futuro?
Friday, September 21, 2007
O mundo plano
Tom Friedman surpreendeu muita gente em 2005 quando anunciou que, subitamente, o mundo se tinha tornado mais plano. Ele quis dizer com isso que o terreno de jogo estava mais nivelado porque se estavam a esbater as barreiras tradicionais da geografia e da economia. Nesse “mundo plano”, países, empresas e indivíduos passam a conseguir competir à escala global a partir de locais periféricos como Bangalore, na Índia, ou Dalian, na China.
Uma forma de expressar esta transformação é como uma terceira vaga de globalização. Primeiro, com os descobrimentos, assistiu-se a uma globalização de países, competindo entre si por um domínio político e económico do mundo. Depois, desde a revolução industrial, verificou-se uma progressiva globalização de empresas, com o surgimento de multinacionais e a deslocalização da produção. Agora, Friedman afirma que se desenha uma globalização das pessoas, que passaram a poder competir e trabalhar a uma escala planetária.
Friedman articula esta ideia de forma original e interpreta um conjunto amplo de sinais do nosso mundo, identificando 10 acontecimentos que estão a “tornar o mundo plano”: A queda do muro de Berlim (09/11/1989); o dia em que a Netscape entrou na bolsa; o aparecimento do software de sistematização de fluxos de trabalho que permite dividir, distribuir e reagrupar tarefas intelectuais; o desenvolvimento do software open-source; o outsourcing dos trabalhos necessários para a correcção do “bug” do ano 2000; o offshoring com a deslocalização da produção; a maior eficiência das cadeias de aprovisionamento; o insourcing que permite a pequenas empresas a oferta de um serviço global; o in-forming com a utilização da pesquisa online no na nossa vida quotidiana; e, por último, o acesso portátil a todos estes recursos através de PDAs e telemóveis que tornam possível o acesso ao mundo a qualquer momento e em qualquer lugar, de forma pessoal, digital e individual.
Será mesmo assim tão evidente? Tenho dúvidas. Os que partiram à frente nesta corrida, continuam à frente, embora as hipóteses pareçam mais risonhas para aqueles, como nós, que partem com atraso. Mas esteja mais ou menos plano, o mundo hoje está diferente e é verdade que qualquer pessoa pode comprar ou vender bens de ou para qualquer parte do mundo. Para além disso, qualquer actividade que possa ser digitalizada e dividida pode ser feita em qualquer parte do mundo, o que permite que profissionais em qualquer país possam ser competitivos neste mercado de trabalho global. Assim, qualquer país parece poder competir com os “grandes”, desde que desenvolva as competências técnicas, tecnológicas ou científicas necessárias para vingar. Como desenvolver essas competências é o mais difícil, essa é a barreira que impede o mundo de ser verdadeiramente plano.
Friedman articula esta ideia de forma original e interpreta um conjunto amplo de sinais do nosso mundo, identificando 10 acontecimentos que estão a “tornar o mundo plano”: A queda do muro de Berlim (09/11/1989); o dia em que a Netscape entrou na bolsa; o aparecimento do software de sistematização de fluxos de trabalho que permite dividir, distribuir e reagrupar tarefas intelectuais; o desenvolvimento do software open-source; o outsourcing dos trabalhos necessários para a correcção do “bug” do ano 2000; o offshoring com a deslocalização da produção; a maior eficiência das cadeias de aprovisionamento; o insourcing que permite a pequenas empresas a oferta de um serviço global; o in-forming com a utilização da pesquisa online no na nossa vida quotidiana; e, por último, o acesso portátil a todos estes recursos através de PDAs e telemóveis que tornam possível o acesso ao mundo a qualquer momento e em qualquer lugar, de forma pessoal, digital e individual.
Será mesmo assim tão evidente? Tenho dúvidas. Os que partiram à frente nesta corrida, continuam à frente, embora as hipóteses pareçam mais risonhas para aqueles, como nós, que partem com atraso. Mas esteja mais ou menos plano, o mundo hoje está diferente e é verdade que qualquer pessoa pode comprar ou vender bens de ou para qualquer parte do mundo. Para além disso, qualquer actividade que possa ser digitalizada e dividida pode ser feita em qualquer parte do mundo, o que permite que profissionais em qualquer país possam ser competitivos neste mercado de trabalho global. Assim, qualquer país parece poder competir com os “grandes”, desde que desenvolva as competências técnicas, tecnológicas ou científicas necessárias para vingar. Como desenvolver essas competências é o mais difícil, essa é a barreira que impede o mundo de ser verdadeiramente plano.
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