Wednesday, August 6, 2008

E não é que ainda há quem seja directo?

Encontrei ontem nos blogs muitos comentários ao email interno que o Steve Jobs enviou a todos os colaboradores da Apple a admitir que o lançamento do seu novo serviço online MobileMe correu mal. Já se sabia que correu mesmo mal, mas o que este email tem de especial é que prova que é possível fazer comunicação interna numa grande empresa sendo directo e claro. Em vez de um texto longo e elaborado, Jobs limitou-se a admitir que falhou em 246 palavras (não fui eu que contei), identificando o que não correu bem e o que decidiu fazer em relação ao assunto. Parece simples não é?

Aqui está o texto integral do mail:

mobileme
Team,

The launch of MobileMe was not our finest hour. There are several things we could have done better:

– MobileMe was simply not up to Apple’s standards – it clearly needed more time and testing.

– Rather than launch MobileMe as a monolithic service, we could have launched over-the-air syncing with iPhone to begin with, followed by the web applications one by one – Mail first, followed 30 days later (if things went well with Mail) by Calendar, then 30 days later by Contacts.

– It was a mistake to launch MobileMe at the same time as iPhone 3G, iPhone 2.0 software and the App Store. We all had more than enough to do, and MobileMe could have been delayed without consequence.

We are taking many steps to learn from this experience so that we can grow MobileMe into a service that our customers will love. One step that I can share with you today is that the MobileMe team will now report to Eddy Cue, who will lead all of our internet services – iTunes, the App Store and, starting today, MobileMe. Eddy’s new title will be Vice President, Internet Services and he will now report directly to me.

The MobileMe launch clearly demonstrates that we have more to learn about Internet services. And learn we will. The vision of MobileMe is both exciting and ambitious, and we will press on to make it a service we are all proud of by the end of this year.

Steve

(E sim, este post significa que voltei a escrever...)

Thursday, February 14, 2008

Recuperar o microfone!

Descobri no blog de um amigo um vídeo e depois outro de um apoiante do Barak Obama que me deu a sensação de estar a ver uma transmissão em directo do futuro... Não é só a capacidade de expressão e o conhecimento que passam no primeiro vídeo, é a consciência que ele demonstra da sua própria capacidade de "não estar a dormir" e de poder "recuperar o microfone", ter uma palavra a dizer no seu destino e no do mundo. Ele chama-se Derek, é imigrante naturalizado nos EUA, e diz com uma clareza lapidar que não precisa de esperar pela MTV ou pela CNN para ser ouvido. E tem razão! Apesar de muitos políticos ainda não terem percebido, o tempo dos mass media acabou e vão aparecer cada vez mais "Dereks" capazes de se fazer ouvir. É essa a beleza da "web 2.0"...

Aqui está o segundo vídeo e o que mais me impressionou:



Este é o primeiro vídeo, aquele que surpreendeu toda a gente:



E pronto... Com apoiantes destes, não há forma de resistir ao entusiasmo por Barak Obama, com tudo o que ele representa de esperança para o futuro da humanidade. Esperança que a política pode ser maior do que os lobbies e os interesses instalados, que a política pode dar voz quando há muita gente que tem a mesma coisa a dizer. Essas primárias ele já ganhou. Espero que não perca as outras na secretaria...

Wednesday, February 6, 2008

O admirável novo "wiki-mundo"

wikinomics
Não há grandes dúvidas que a Internet está a mudar as nossas vidas. Mas que impacto podem ter na economia e nos modelos de negócios as novas formas de colaboração que a Internet tornou possíveis? É essa a questão essencial que Tapscott e Williams procuram responder no seu livro Wikinomics, relacionando o funcionamento da economia com o desenvolvimento da blogosfera e dos sites wikis, o peso crescente do acesso móvel à Internet e o surgimento de cada vez mais comunidades virtuais activas. O livro leva tão a sério a sua própria mensagem que termina com um convite ao leitores para participarem na sua conclusão no site www.wikinomics.com...

Até agora, a colaboração estava restrita ao horizonte físico, uma limitação intransponível excepto em momento raros de mobilização como revoluções ou protestos em massa. A Internet removeu essas barreiras, permitindo a colaboração livre à escala global. O desenvolvimento do sistema operativo Linux e de tanto outros programas criados como open source demonstrou que, mesmo em tarefa tão complexas, a colaboração aberta resulta. Essa colaboração alimenta-se da liberdade para publicar, seja através de um blog ou criando um alterando um artigo da Wikipedia, pois transforma-se na liberdade para colaborar, participar e ser ouvido.

Esta mudança de paradigma (da construção planificada por comando central para a construção colaborativa emergente) faz-se sentir nas empresas, em primeiro lugar, alterando as regras de jogo da inovação. Qualquer empresa procura fazer alguma coisa de forma diferente para ganhar uma vantagem competitiva sobre os seus concorrentes que aumente o seus lucros. A forma convencional de fazer isto é confiando na investigação, geralmente realizada em laboratórios e baseada no maior secretismo quanto ao que se está a preparar. A Procter&Gamble, por exemplo, resolveu quebrar essas regras e abrir a sua investigação e desenvolvimento aos contributos de milhares de voluntários que, por um prémio, estão dispostos a contribuir com as suas capacidades. Os exemplos multiplicam-se nas mais diversas indústrias, do sector mineiro à televisão, mostrando que há novas oportunidades de criar valor para quem souber aproveitar estas novas possibilidades.

O termo Wikinomics é assim uma metáfora que vai muito para além da origem do termo wiki, permitir que qualquer pessoa edite o site que está a ver. A Wikieconomia é uma metáfora para um novo mundo de participação e colaboração a uma escala sem precedentes.

Tuesday, January 22, 2008

A crise financeira está finalmente explicada!

Num dia como hoje, é preciso manter noção da realidade. Afinal que crise é esta? O humor britânico explica... Primeiro, descreve melhor do que qualquer economista o que é realmente a volatilidade dos mercados e a crise do crédito "sub-prime" nos Estados Unidos. Depois das gargalhadas, deixa-nos a pensar com a clareza cortante da última frase... "Não somos nós quem vai sofrer mas sim o seu fundo de pensões!"

Friday, December 28, 2007

Há bolha ou não há bolha?

Descobri este vídeo através do Digital do Público. Com polémica por causa dos direitos de autor ou sem ela, a verdade é que está muito bem apanhado! Web 2.0, planos de negócio baseados no efeito de rede, oferecer o serviço principal e cobrar pequenos serviços para viabilizar o negócio... Onde é que eu já ouvi isto? Terá sido só há 7 anos? :)

Sunday, December 9, 2007

A beleza da física



Vale a pena ouvir o físico Murray Gell-Mann, autor do Quark e o Jaguar, na última talk do TED. É impressionante ver como ele mostra que a beleza é essencial, mesmo nos domínios insondáveis da física de partículas e da matemática mais avançada. Será que uma equação, por ser tão "bela", tem mesmo de ser verdadeira? Será essa "beleza" o sinal de "algo mais"? Até a isso Gell-Mann responde no fim da conversa...

Friday, December 7, 2007

É este o livro do futuro?

kindle
Era inevitável que a Amazon avançasse para o terreno dos livros electrónicos mas tenho dúvidas que seja desta que os livros em papel corram o risco de ficar obsoletos... Ainda assim, é verdade que o novo leitor de e-books da Amazon, o Kindle, parece ter alguns argumentos. É leve, tem bom contraste, os livros são relativamente baratos e parece ser fácil de usar navegando pelas opções. Pelo contrário, é caro (US$399), não tem um design extraordinário e a forma de ligação à rede é estranha usa a rede móvel mas não percebi muito bem como nem onde... Por enquanto vou continuar com o velho cheiro a papel e tinta, continuando a usar o telemóvel para uns livros comprados na Mobipocket. :)