Thursday, October 30, 2008

Não percebemos assim tanto como pensamos...

As viagens de avião são uma oportunidade única para lermos ou vermos as coisas que estavam guardadas para “quando houvesse tempo”. Ontem, enquanto voava para Bruxelas para mais uma reunião, dividi o meu tempo entre o
(vai sair um comentário em breve, quando acabar) e algumas “
” que tinha seleccionado para ver.

Foi no meio dessas talks que parei no relato fascinante de
sobre a diferença entre o que pensamos que sabemos e o que sabemos realmente. Drori defende que a forma como muitos conceitos são ensinados acaba por prejudicar a nossa compreensão do mundo. Polémico? Claro que sim, mas ele começa logo por nos fazer quatro perguntas:

- Onde vão as árvores buscar a matéria de que a madeira é feita?
- É possível acender uma lâmpada só com uma pilha e um fio?
- Porque é que o Verão é mais quente que o Inverno?
- Consegue desenhar um diagrama do Sistema Solar com as órbitas dos planetas?

Veja as respostas no vídeo. Talvez fique surpreendido...



PS: E vejam o anúncio da Nokia no fim! Faz lembrar o “
”...

Saturday, October 18, 2008

A mudança acontece...

Como a crise descansa ao fim-de-semana e as inundações do dia já passaram, esta é uma boa altura de partilhar um vídeo que me apresentaram ontem mas que já anda por aí desde Fevereiro do ano passado. A mudança acontece, e às vezes é bom ganharmos uma perspectiva das coisas...

Friday, October 17, 2008

Que podemos aprender com esta crise?

(Artigo publicado hoje no Diário Económico)
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Há várias semanas que a crise financeira ocupa as primeiras páginas dos jornais e tem lugar cativo no alinhamento da informação televisiva. Ninguém tem hoje dúvidas do seu profundo impacto económico, social e político. Mas há uma questão central que tem passado ao lado da maior parte das análises: que aprendemos nós realmente com esta crise? Ler o artigo completo...

Wednesday, September 24, 2008

Geração Magalhães

magalhaes
Normalmente, evitaria escrever aqui sobre temas em que estou envolvido profissionalmente. Neste caso, não posso resistir. Desde que o Magalhães foi lançado no fim de Julho, já se escreveram muitos disparates sobre o assunto, mas ontem atingiu-se o pico. Depois de ver as respostas contra a maré do Marco, do Pedro e do Paulo Querido, sinto-me na obrigação de partlhar a minha parte da história.

Há dois anos, Portugal estava claramente dividido ao meio no acesso a computadores e Internet: metade das famílias tinham computador e banda larga, mas a outra metade estava excluída. Foi essa a razão que levou o Governo a avançar com o e-escola porque era claro que o mercado, só por si, não estava a conseguir quebrar essa barreira. Mas não foi fácil desenvolver o e-escola... Durante seis meses foi preciso ultrapassar dúvidas legítimas, montar uma logística complexa e ganhar o entusiasmo de operadores móveis, de fornecedores de hardware e software e das instituições públicas envolvidas em três ministérios diferentes.

Um ano depois, o sucesso do e-escola (já estão mais de 250.000 portáteis entregues a professores, alunos e adultos em formação) demonstrou que Portugal era um parceiro de confiança para iniciativas com esta ambição. Foi isso que criou a oportunidade para o Magalhães e o e-escolinha aparecerem. A Intel, que foi um dos parceiros do e-escola, ofereceu a sua plataforma Classmate como base para atingir o público mais novo. É preciso explicar que o Classmate da Intel não é um modelo de computador, é uma plataforma base sobre a qual os fabricantes podem construir o seu produto, com a sua marca. É por isso que não se encontram “Classmates” à venda, mas sim portáteis 2go e, agora, Magalhães.

Ao longo de meses, definiram-se requisitos para criar o Magalhães, com especificações próprias e, mais importante, garantindo que seria fabricado em Portugal. Não é indiferente importar um produto fabricado na China (como o OLPC) ou criar condições para um consórcio de empresas portuguesas fabricar a máquina cá, incorporando cada vez mais componentes fabricados também em Portugal. É por isso que em vez de se criar uma “simples” fábrica OEM, o Magalhães permitiu que fosse instalado em Portugal o primeiro ODM na Europa. Com o Magalhães, para além da concretização de um programa útil ao país, ganha-se escala para se poder exportar, como o exemplo da venda à Venezuela comprova.

O Magalhães vale mais do que a polémica estéril sobre se era “português”, se era o primeiro ou se tinha os filtros de conteúdo activos - não há programa que substitua o “controlo parental” dos próprios pais! O Magalhães vale pelo brilho que vi ontem nos olhos das crianças que o receberam em Mafra e vale pela oportunidade de acreditarmos e construirmos algo novo em vez de continuarmos a fazer a “autópsia” do que falhou. Vale sobretudo porque coloca o computador e a Internet ao alcance de todas as crianças, e não apenas daqueles que podem pagar os preços de mercado.

Com o e-escola e o e-escolinha, todos os alunos entre os 6 e os 18 anos passaram a ter ao seu alcance um computador com ligação. Estamos a falar, incluindo professores, de 1 milhão e meio de portugueses, cerca de 15% da população. Não há memória de um investimento desta ordem nem há nenhum País que tenha feito nada parecido. É por isso que o que está em causa é investir na nova geração de portugueses para lhes dar as oportunidades que faltaram às anteriores. Penso que foi por essa razão que o Leonel Moura lhes chamou no início de Agosto, numa crónica no Jornal de Negócios, “Geração Magalhães”.

Saturday, August 23, 2008

Saber olhar

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Reparei há pouco, graças a um artigo do Pedro Mexia no Público, que Henri Cartier-Bresson teria feito ontem 100 anos se ainda fosse vivo. Esse artigo não está disponível online, mas este está, tal como incontáveis imagens e biografias repetidas. Não quero acrescentar mais uma...

Para mim, Bresson é simplesmente uma razão muito forte para gostar de fotografia. Não pela sua mestria técnica nem pela sua famosa Leica mas sim pelo contrário, pela simplicidade de reduzir a fotografia à arte de saber olhar e escolher o instante que dá vida a uma imagem parada. E saber olhar é apenas escolher o que se inclui e se exclui da imagem, é encontrar a perspectiva e o ponto de observação que melhor contam a história. Tudo o resto são detalhes técnicos. Indispensáveis, mas claramente secundários.

Qualquer fotógrafo se perde com facilidade na vertigem do equipamento: mais megapíxeis, um zoom mais “potente”, uma objectiva mais “luminosa”... Mas qualquer câmara é apenas uma extensão do olhar, como escreveu Cartier-Bresson há mais de 50 anos. Quanto mais natural for essa extensão, digo eu, maior será a sua capacidade de ver. E basta folhear as páginas de “Um silêncio interior: os retratos de Henri Cartier-Bresson” para se perceber que não há nada mais natural do que a forma como aquele homem olhava...

Tuesday, August 12, 2008

O novo "efeito borboleta"

O “efeito borboleta” é um dos aspectos mais célebres da teoria do caos e expressa a ideia de que o bater de asas de uma borboleta sobre Tóquio pode provocar uma tempestade em Nova Iorque. O termo surgiu do trabalho de Edward Lorenz e mostra como pequenas causas podem ter grandes e imprevisíveis efeitos o que, se quisermos simplicar, o que de mais importante temos a aprender com a teoria do caos. Lembro-me disto a propósito de um link que segui esta manhã e que me levou ao “girl effect”, uma espécie de “efeito borboleta” aplicado ao futuro da humanidade... Que efeito pode ter o destino de uma rapariga? Veja em The Girl Effect.

Thursday, August 7, 2008

Paris Hilton responde a McCain

É a notícia do dia, o que quer dizer que estamos mesmo na época dos disparates. Para atacar a popularidade do Barack Obama, McCain disse que ele era só mais uma celebridade como a Britney Spears ou a Paris Hilton... Pois é, não foi simpático. Mas a resposta que recebeu é ‘totally hot’. Se isto não é “política 2.0” onde é que ela está? :)